My Diary:
Como será a vida de um corpo celeste? Por exemplo... Um satélite natural?
Pensemos no nosso único satélite natural: Nossa Lua.
Bela, incomparável, gigante e linda.
Maravilhoso contemplá-la, e, invariavelmente, alguém já a contemplou, se encantou e torna a fazê-lo alguma outra vez.
Apesar de não tomar conta da noite sozinha, é quem tem o brilho mais intenso. E quem mais chama atenção - provavelmente porque é a mais alcançável.
Sempre imagino que se a Lua fosse um ser animado (e sabe que eu não duvido disso?), talvez ela adorasse toda essa paixão.
Mas tenho parado para pensar... Entre nossos principais corpos celestes (Sol e Lua), ela é a desnecessária. Todos podem sobreviver sem ela; é esquecida quando vem o dia; apagada pela luz; e todo mundo sempre a faz lembrar de que ela não tem brilho próprio.
Se torna algo apenas de contemplação momentânea. E momentânea mesmo, porque nem sempre as pessoas lembram dela.
Só quando não tem mais nada com maior brilho para ocupar sua mente.
Aí lembram da Lua.
De repende, ela começa a detestar essa contemplação.
Ninguém gosta de ser prazer momentâneo. Ocupação para o tempo ocioso.
Posia da Semana:
Eu tô que tô (Trecho)
(Kleiton e Kledir)
(...)
Vem cá minha compoteira
Balança essa pasmaceira
Me bate com a cabideira
Me chama de lavadeira...
Não grita, não dá bandeira
Periga marcar bobeira
Quebrei o pé da cadeira
Cuidado com a cristaleira...
Segura, me deu gagueira
Eu juro que é verdadeira
Disfarça e chama a enfermeira
Tá dando uma tremedeira
Mamãe, viva o Zé Pereira!
Cadê meu advogado?...
Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!
Eu Tô Que tô! Eu Tô Que Tô!
La luz a la media boca
Besame mucho loca
Não, isso não
Me dá coceira...
(...)

