Puritanismos


 

(Juro que o post da semana que vem vai estar coerente com o meu estado de espírito... Este é o último da época do Weblogger...)


My Diary:

Às vezes até admiro as pessoas dissimuladas, sabia? Imagino que tenha gente aqui, lendo este blog agora, que concorde comigo. Não que nós adoremos a falsidade, mas nós reconhecemos isto como uma arte.
Eu não sei ser outra senão eu. Sou autêntica do meu - 0,00 N.0. ao meu +1,64 N.A.
E por este exato motivo, não costumo me censurar por estar na presença de uma ou outra pessoa, não finjo ser outra para agradar ou para disfarçar algo.
E sinceramente vejo isto como um ponto positivo.
É melhor que você aceite isto. Foi assim que me leu pela primeira vez, e foi assim que continuou me lendo durante a última semana (e única semana de nossas vidas).
Deixo - e deixei - muitas coisas nas entrelinhas, mas são coisas que sinceramente, não fariam a menor diferença agora, assuma isto.
E não venha me culpar por nada ter dado certo.
A culpa foi sua. Pois se nada deu certo, foi porque tu não quiseste que desse certo de fato.
E por toda essa força na minha personalidade, é que não consigo fingir que está tudo bem.
Você pode até tentar, mas não vai convencer nem a mim nem a você.
Nunca fui tão maltratada na minha vida.
Me fizeste - quis mudar a pessoa, me permitam, às vezes me dou licença poética - sentir integrante do mais baixo escalão da sociedade. Em ser sub-humano.
E ainda queres que eu finja estar tudo bem?
Quanta hipocrisia, meu caro puritano!
Assumo que tudo o de ruim que me fizeste só machucou desta forma, porque tu tens um certo peso na minha vida, mas que aos poucos será aliviado, a custo de dieta e exercícios. Não com pouco sofrimento, mas de fato com êxito!
O pior, é que de um dia para o outro, fui de anjo à demônio da pior estirpe.
E a essa diminuição eu não aceito. Tu não tens idéia do que isso pode fazer com a auto-estima de alguém.
Te pinta de ouro, e ajoelha no chão. Não adianta. Não somos mais os mesmos, e mais nada vai funcionar.


E aos meus caros moralistas, tenho algumas palavras para vocês:
-Sadismo
-Orgia
-Pedofilia
-Mazoquismo
-Bissexualismo
-Voyerismo
-Suruba
-Necrofilia
-Incesto
-Orgasmo
-Swing
-Homosexualismo
-Masturbação
-Zoofilia
-Foda!


Bom fim de semana para todos!



Humor da Semana:

Mas o que é o glamour, então?
(Bibi da Piéve)

    No início, até não me incomodava. Passava batido. Não prestava muita atenção, confesso. Aqui e ali, saía uma notinha onde alguém famoso dizia não ser "aquilo tudo" que imaginavam que ele fosse. Numa entrevista, um colega reafirmava a tese, o que é isso, amigos?, nós não passamos de pessoas comuns. Até aí, tudo bem. Ninguém passa, mesmo.
    Mas a coisa foi crescendo de uma maneira estrondosa. E, a meu ver, descabida, inadequada e até desconfortante. Todos os dias, se formos um pouquinho atentos, vamos encontrar alguém, na televisão, se dizendo um sofredor. Pobres vítimas de uma dieta rigorosa, vejam vocês - só comemos frango grelhado com alface; são ossos do ofício. Pensa que é fácil manter esse corpinho de pop star?
    Da dieta, passamos à malhação severa. Não é fácil, amigos leigos, ter um personal trainning no pé, todo o santo dia. Tem dia que a gente não quer, ora, não quer malhar! Está com vontade de chupar um picolé, sei lá, fazer essas coisas de gente comum. Mas não pode. O tirano não deixa, e somos obrigados a fazer seiscentos abdominais por dia! Pensam que é moleza?
    Agora é a vez de falarmos sobre a nossa precária situação financeira. Todos pensam que, só porque trabalhamos na televisão, somos ricos. Mas não, essa idéia é muito errada! Acreditem se quiser, nós não temos as casas da Caras! Não moramos em castelos! Não, nós somos pessoas simples, que trabalhamos para viver, e ainda assim ganhamos muito pouco! Nós trabalhamos duro. Estão pensando que vida de artista é só glamour?
    Chega. Esse papo já deu o que tinha que dar, e eu não sei quanto a vocês, mas eu não tolero mais um pio sobre esse assunto. Quando começou a moda da bandeira "nem tudo é glamour na vida dos artistas", eu não pensei que iríamos ter que aturar tanto. Francamente, esse discurso é um equívoco generalizado. É um desaforo. É mais uma piada.
    Em primeiríssimo lugar, que negócio é esse de artista, agora? A palavra artista assumiu proporções escandalosamente grandes, e, estou certa, não a avisaram. Todo mundo é artista. Minto: todo mundo que aparece na televisão o é.
A começar por aí, a piada já é de rolar de rir. Não queiram que eu compartilhe da idéia distorcida de que tudo o que reluz é arte, porque não é. Os holofotes podem iluminar o que quiserem, mas não engula, estimado leitor, aliás, cuspa em cima, se for possível, dessa ignorante concepção de que tudo o que a mídia mostra é, de um modo ou de outro, manifestação artística. Ainda temos discernimento, estou certa? Ainda bem.
    O segundo equívoco da fila, se me permitem assim organizar, é justamente a idéia de ser vítima por ter que trabalhar demais. Os "artistas" andam dizendo, entre beicinhos de sofrimento e flashes das câmeras, que "a nossa vida não é um mar de rosas; a gente trabalha muito." Não tenho palavras, e eu sinto muito, porque minha tarefa é justamente tê-las, mas me faltam recursos verbais para traduzir tamanha indignação acerca desse discurso. Ora, se trabalham muito, então que ótimo!
    Meu Deus, atirem-me pedras virtuais se eu estiver errada, mas não posso crer que, num país onde a miséria tem dimensões assustadoras, e onde o desemprego bate recordes e mais recordes todos os meses, as pessoas vão até a televisão para reclamar que trabalham muito! E se sentem seriamente injustiçadas por isso! Mas o que é o glamour, afinal?
    O glamour é o trabalho; é evidente! O glamour brasileiro não é a casa da Caras, não é poder comer torta de chocolate com nozes todos os dias, não é viver com o papo para o ar. Vamos ter noção da realidade; vamos pisar na areia imunda de Copacabana e ouvir os gritos de quem está vendendo sanduíche, cortando o pé com caco de vidro ou sendo assaltado. Isso sim, todos os dias. O que são seiscentos abdominais, então? São puro glamour, sim.
    Não estou aqui querendo dizer que as pessoas devam discursar, na televisão ou nos jornais, enumerando as vantagens das próprias vidas. Ao contrário; não me interessa o que têm ou deixam de ter. Mas não consigo, por mais que tente, levar a sério uma pessoa que realmente queira convencer um país inteiro, através das câmeras, que é uma pobre vítima de uma dieta baseada em frango grelhado, legumes e ricota. Isso é o paradoxo mais descabido de todos, é o terceiro equívoco da fila dessa imensa baboseira verbal: é reclamar da fome proposital - a fome que é mãe da estética -, enquanto os filhos da verdadeira fome - a fome assassina e involuntária - estão morrendo nas calçadas. Irônico e trágico.
    Quando eu era pequena, olhava os "artistas" na televisão, e pensava que eles moravam dentro daquela caixinha eletrônica. Hoje, muito tempo depois, estou sendo levada a pensar que aquilo tinha um fundo de verdade: alguns deles, justamente aos quais me referi neste texto, devem mesmo viver encaixotados em algum lugar muito distante daqui. No planeta deles, come-se ricota, faz-se abdominais, e chora-se muito. De mentirinha. Aqui, come-se o que houver, abraça-se o primeiro "trampo" que pintar, e dá-se graças a Deus. De verdadinha.



Confessado por: Dancer - 13h51


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Passional...


 

My Diary:

Mais um texto fora de sessão e fora de momento. Meus pensamentos e vontades já não condizem mais em nada - ou quase nada - com o que está escrito aqui. Mas como minha vida está em ordem cronológica, meu blog também estará. E se tudo correr bem, ele vai estar em ordem em termos de época, porque minha utopia me faz pensar que o weblogger não vai mais me boicotar e vai virar em servidor que preste! E que me permita publicar o texto no dia em que for escrito! Servidor de merda!


Não posso ser culpada pelos exageros.
Está na minha vida.
Ou é minha origem gaúcha, que me faz ter poesia no sangue, e não ter outra maneira de falar senão declamando, ou é minha alma cigana, que me faz passional desta maneira e me faz entregar de corpo e alma a tudo, e dar toda a minha paixão por um só segundo.
Ou ainda, seja essa minha vida balzaquiana. De alguém que vive entre machados-de-assises e cartolas, entre rosas-que-não-falam, codinomes-beija-flores, e capitus.
Ah! Sobre isso tu não sabias?
Parecia menina em demasia. Talvez até seja, o que não me faz boba nem imatura.
Não me faz ser menor que ninguém, apesar da pouca idade.
Não quero ser também tratada como menina, uma vez que isso significa, fazer de mim uma tola.
Ter amor e ciúmes não é tolice.
Mas apesar de toda a minha paixão - e minha alma cigana aflora toda quando falo nisto, porque sou carne só no revestimento (no interior, sou puro sentimento) - não há de ver sequer uma lágrima aqui nestes olhos. Não há de ver.
Ninguém verá, porque todo meu amor e minha dor, são só meus!
O que não me impede de te amar profundamente. Às escondidas, mas profundamente.
E o que não me impede de sentir ainda mais amargura e agonia de saber que tu me tens em tuas mãos, e fará de mim sempre o que quiser.
Acho que sou mesmo boba.
Mas tu jamais saberás disto.
Porque tenho fugido de ti até em pensamentos, pois até neles tu me dominas.
E me dominas porque te amo.



Poesia da Semana:

Eu preciso dizer que te amo
(Cazuza)

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo
Tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo, tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto



Confessado por: Dancer - 18h05


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Nome: Dancer
Idade: 20
Humor:



Mon Blog:

Um blog que finalmente achou forma e endereço fixos. Com as confissões de uma bailarina que só consegue se abrir através da palavra escrita. E escrita para ninguém.


La tête et essence:

Homo Sapiens Sapiens (pouco "sapiens") do gênero feminino, cuja essência é formada basicamente por água (70%), outras organelas celulares, calos, neuroses, sapatilhas, esquadros, espinhas, medo de cachorro e purpurina.


Les goûts:

Gostar: Dançar, ler, vestir fantasias, ballet clássico, desenhar, chuva fina, Theatro Municipal, boinas, dança flamenca, X-Men, teatro, The Sims, dança cigana, piadas de pontinhos, meu violino, filmes tensos, biologia, musicais, fondue de chocolate, música cigana, noite de sexta feira, gatos pretos, festas temáticas, rir, viajar, sexo, All Star, massagem, sol da manhã, alongamento.

Odiar: Futilidade, egoísmo, egocentrismo, hipocrisia.


Musique, lecture et café:

Música: Música clássica, cigana, hardcore, progressivo, trilhas, psy, dumm n' bass, enfim... (sem logica aparente)

*Cantores/bandas: Celine Dion, Cazuza, Faith Hill, Kleiton e Kledir, Elton Jhon, Michael Jackson, George Michael, Shania Twain, Maria Rita, Leoni, Pitty, Luis Miguel, Cindy Lauper, System of a Down, Scorpions, Dixie Chicks, Megadeath, Culture Club, Slipknot, Gipsy Kings, Creed, etc, etc, etc.

Livros: Os favoritos:

*Harry Potter - A Ordem da Fênix
(JK Rowling)
*O Código Da Vinci
(Dan Brown)
*Anjos e Demônios
(Dan Brown)
*Masha Mellow e Eu
(Maria Beaumont)
*Capitães da Areia
(Jorge Amado)
*O Cortiço
(Aluísio de Azevedo)
*O Caçador de Pipas
(Khaled Hasseini)
*A Casa da Madrinha
(Lígia Bojunga Nunes)

Filmes: Os favoritos:

*Desventuras em Série
*Em Busca da Felicidade
*Os incríveis
*O Quarto do Pânico
*X-men III
*Chicago
*Moulin Rouge
*Show Bar
*O Homem Bicentenário
*À Espera de Milagre
*Forest Gump
*A vida é Bela


Le côté dedans:

Sonhar: Não parar de dançar nunca.

Transcender: Uma sociedade de iguais.






Textes déjà publiqué:


Na categoria crônica:

*Perdendo (Amigo Distante - Albir José da Silva)
*Me enfeita num beijo (Vou não vou - Nelson Botter Jr.)
*Hibernando (Mulher Pelada - Antônio Prata)
*Webcam (Bar ruim é lindo, bicho - Antônio Prata)
* Cai o pano mais uma vez (Dúvidas sobre o Réveillon - Henrique Szklo)
* Números, apenas. (Quantos idiomas você fala? - Sandra Paes)
* Quimera (Amigo com H - Cléo Araújo)
* Carta ao Sr Godofredo Pinto (O que as mulheres fazem quando vão ao banheiro. Dos seus namorados - Tati Bernardi)
* Estrela D'alva (Se você quisesse saber - Tati Bernardi)
* Frustração (Sei, mas não devia - Marina Colasanti)
* Arretez (Comendo o Sistema - Cristiana Soares)
* De quê é feita a minha cidade? (O Homem da Escada - Tati Bernardi)
*Pá furada (Vendo KA 99 - Henrique Szklo)
*Estereótipos (Triz - Tati Bernardi)
* Intimista (Virilha Cavada - Desconhecido)
* Puritanismos (Mas o que é glamour, então? - Bibi da Piève)



Na categoria Poesia:

* Vê se não vai demorar (Lanterna Dos Afogados - Herbert Vianna)
* Fênix? (Cantos do Crepúsculo - Victor Hugo)
* Aiai (Panorama Além - Cecília Meireles)
* Mata-borrão (Sem título - Pablo Neruda)
* Já devia ter postado antes... (Ausência - Vinicius de Moraes)
* Mais solitário que um paulistano (Despedida - Cecília Meireles
* Toda à flor da pele (Sem título - Pablo Neruda)
* Te amo. Desculpe. (A Liberdade Que Devemos Ter - Tuany Medeiros)
* Apreensão (Ontem à Noite - Victor Hugo)
* Confissão do esgotamento total (Receita para dias de chuva - Roseana Murray)
* Poesia repetida (Lágrimas - Camila Quevedo)
* Pas du tout (Timidez - Cecília Meireles)
* Turned off (Desencanto - Manuel Bandeira)
* Reticências (Sem título - Carlos Drummond de Andrade)
* Anjo... (No elevador do filho de Deus - Elisa Lucinda)
* Lavadeira (Eu tô que tô - Kleiton e Kledir)
* Halo Solar (Canção do dia de sempre - Mário Quintana)
* Passional... (Eu preciso dizer que te amo - Cazuza)
* Bem sei que não queres voltar (As rosas não falam - Cartola)




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