Labuta


My Diary:

À mim já não basta só ser sua, preciso que seja necessariamente meu. Obviamente e unicamente meu. E que me dê o posto de sua alegria maior.
Quero ser sua cachaça, que vai curar as lamúrias de um dia demasiado longo. E que a culpa do dia longo seja a minha ausência.
Que não me ver seja um sacrilégio. E me agradar que seja eternamente pouco.
E espero taquecardia quando me olhar e por mim, poderia até quase morrer. Mas só quase.
Quero ser seu veneno e sua cura ao mesmo tempo. O suor salgado.
Que você me deseje mais do que já desejou alguém. Que me ame mais do que a si próprio e que tenha sede da minha pele.
Quero que me beba
que me trague
que me coma.
Ser amada não me sacia, eu quero é ser o seu vicio, a sua maldição, sua perdição e a melhor parte de você.
O meu nome tem de estar escapando pelos seus lábios e que pensar em um pecado contra mim, te leve ao suícidio.
Quero ser indispensável, pelo menos pra você.
Ou só pra você.
Quero embolar suas palavras, escapar pelos seus dedos, e gerar virgulas e pontos finais nas suas mãos.
Única.
Que prefira morrer a ver-me em outras bocas.
E não adianta o todo tempo que estiver contigo, pois quero que ele seja sempre insuficiente.
E que doa tanto a insuficiência, que você nunca esteja saciado de mim.



Crônica da Semana:

Um dia de Merda
(Luis Fernando Veríssimo)

Aeroporto Santos Dumont, 15:30.


Senti um pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as pontas. Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.
Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só sairía às 16:30'.

Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a primeira contração e tomei consciência de que minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim que entrasse no banheiro do aeroporto.
Virei para o meu amigo que me acompanhava e, sutil falei:

'Cara, mal posso esperar para chegar na merda do aeroporto porque preciso largar um barro.'

Nesse momento, senti um urubu beliscando minha cueca, mas botei a força de vontade para trabalhar e segurei a onda...
O ônibus nem tinha começado a andar quando, para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante:

'Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora, devido a obras na pista.'

Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem merda que estava para chegar na estação anus a qualquer momento.
Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.
O alívio provisório veio em forma de bolhas estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o papel higiênico então: branco e macio, com textura e perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado, que havia cagado.
Um cocô sólido e comprido, daqueles que dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e parentes e convidá-los a apreciar na privada. Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.
Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o meu amigo, procurando um pouco de piedade e confessei sério:

'Cara, caguei!'

Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo sob controle.

'Que se dane, me limpo no aeroporto, pensei. Pior que isso não fico'.

Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira, mas não pude evitar e, sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda.
Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa, pernas, panturrilha, calças, meias e pés.
E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade.
E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar. Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo cagado...?
Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela quarta vez.
Lembrei de um amigo que certa vez estava com tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto.
Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.
Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de roupas.
Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe, constatei falta de papel higiênico em todos os cinco.
Olhei para cima e blasfemei:

'Agora chega, né?'

Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa toda para analisar minha situação (que concluí como sendo o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de dignidade no meu dia.
Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o 'check-in' e ia correndo tentar segurar o vôo.
Jogou por cima do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu antes de qualquer protesto de minha parte.

'Ele tinha despachado a mala com roupas'.

Na mala de mão só tinha um pulôver de gola 'V'. A temperatura em Miami era de aproximadamente 35 graus.
Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis e, assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1a 10.
Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade, então transformei uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar.
Virei a calça do lado avesso, segurei-a pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu. Estava pronto para embarcar.
Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa.
Mas caminhava com a dignidade de um lorde.
Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam esperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do meu amigo que sorria.
A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo.
Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:

'Nada, obrigado.'

Eu só queria esquecer este dia de merda. Um dia de merda...

Luis Fernando Veríssimo (verídico).


Confessado por: Dancer - 18h49


-------------------------------------------------------------




Nome: Dancer
Idade: 20
Humor:



Mon Blog:

Um blog que finalmente achou forma e endereço fixos. Com as confissões de uma bailarina que só consegue se abrir através da palavra escrita. E escrita para ninguém.


La tête et essence:

Homo Sapiens Sapiens (pouco "sapiens") do gênero feminino, cuja essência é formada basicamente por água (70%), outras organelas celulares, calos, neuroses, sapatilhas, esquadros, espinhas, medo de cachorro e purpurina.


Les goûts:

Gostar: Dançar, ler, vestir fantasias, ballet clássico, desenhar, chuva fina, Theatro Municipal, boinas, dança flamenca, X-Men, teatro, The Sims, dança cigana, piadas de pontinhos, meu violino, filmes tensos, biologia, musicais, fondue de chocolate, música cigana, noite de sexta feira, gatos pretos, festas temáticas, rir, viajar, sexo, All Star, massagem, sol da manhã, alongamento.

Odiar: Futilidade, egoísmo, egocentrismo, hipocrisia.


Musique, lecture et café:

Música: Música clássica, cigana, hardcore, progressivo, trilhas, psy, dumm n' bass, enfim... (sem logica aparente)

*Cantores/bandas: Celine Dion, Cazuza, Faith Hill, Kleiton e Kledir, Elton Jhon, Michael Jackson, George Michael, Shania Twain, Maria Rita, Leoni, Pitty, Luis Miguel, Cindy Lauper, System of a Down, Scorpions, Dixie Chicks, Megadeath, Culture Club, Slipknot, Gipsy Kings, Creed, etc, etc, etc.

Livros: Os favoritos:

*Harry Potter - A Ordem da Fênix
(JK Rowling)
*O Código Da Vinci
(Dan Brown)
*Anjos e Demônios
(Dan Brown)
*Masha Mellow e Eu
(Maria Beaumont)
*Capitães da Areia
(Jorge Amado)
*O Cortiço
(Aluísio de Azevedo)
*O Caçador de Pipas
(Khaled Hasseini)
*A Casa da Madrinha
(Lígia Bojunga Nunes)

Filmes: Os favoritos:

*Desventuras em Série
*Em Busca da Felicidade
*Os incríveis
*O Quarto do Pânico
*X-men III
*Chicago
*Moulin Rouge
*Show Bar
*O Homem Bicentenário
*À Espera de Milagre
*Forest Gump
*A vida é Bela


Le côté dedans:

Sonhar: Não parar de dançar nunca.

Transcender: Uma sociedade de iguais.






Textes déjà publiqué:


Na categoria crônica:

*Perdendo (Amigo Distante - Albir José da Silva)
*Me enfeita num beijo (Vou não vou - Nelson Botter Jr.)
*Hibernando (Mulher Pelada - Antônio Prata)
*Webcam (Bar ruim é lindo, bicho - Antônio Prata)
* Cai o pano mais uma vez (Dúvidas sobre o Réveillon - Henrique Szklo)
* Números, apenas. (Quantos idiomas você fala? - Sandra Paes)
* Quimera (Amigo com H - Cléo Araújo)
* Carta ao Sr Godofredo Pinto (O que as mulheres fazem quando vão ao banheiro. Dos seus namorados - Tati Bernardi)
* Estrela D'alva (Se você quisesse saber - Tati Bernardi)
* Frustração (Sei, mas não devia - Marina Colasanti)
* Arretez (Comendo o Sistema - Cristiana Soares)
* De quê é feita a minha cidade? (O Homem da Escada - Tati Bernardi)
*Pá furada (Vendo KA 99 - Henrique Szklo)
*Estereótipos (Triz - Tati Bernardi)
* Intimista (Virilha Cavada - Desconhecido)
* Puritanismos (Mas o que é glamour, então? - Bibi da Piève)



Na categoria Poesia:

* Vê se não vai demorar (Lanterna Dos Afogados - Herbert Vianna)
* Fênix? (Cantos do Crepúsculo - Victor Hugo)
* Aiai (Panorama Além - Cecília Meireles)
* Mata-borrão (Sem título - Pablo Neruda)
* Já devia ter postado antes... (Ausência - Vinicius de Moraes)
* Mais solitário que um paulistano (Despedida - Cecília Meireles
* Toda à flor da pele (Sem título - Pablo Neruda)
* Te amo. Desculpe. (A Liberdade Que Devemos Ter - Tuany Medeiros)
* Apreensão (Ontem à Noite - Victor Hugo)
* Confissão do esgotamento total (Receita para dias de chuva - Roseana Murray)
* Poesia repetida (Lágrimas - Camila Quevedo)
* Pas du tout (Timidez - Cecília Meireles)
* Turned off (Desencanto - Manuel Bandeira)
* Reticências (Sem título - Carlos Drummond de Andrade)
* Anjo... (No elevador do filho de Deus - Elisa Lucinda)
* Lavadeira (Eu tô que tô - Kleiton e Kledir)
* Halo Solar (Canção do dia de sempre - Mário Quintana)
* Passional... (Eu preciso dizer que te amo - Cazuza)
* Bem sei que não queres voltar (As rosas não falam - Cartola)




Blogs:

>OH-MY-GOD
>MUNDO NEM SEMPRE REAL
>PESTANA
>CORAZÓN DE CENICERO
>MIL COISAS
>MANUAL DO CAFAJESTE
>DR PEPPER
>MEMOTS
>TUTA MEDEIROS
>HOMENS, CHOCOLATE, SORVETE...
>CONTOS DO COTIDIANO



Prêmios:

Thinking Blogger


Prêmio Dardos


Prêmio 66



Prêmio Literatura É Arte






Histórico:

- 15/11/2009 a 21/11/2009
- 11/10/2009 a 17/10/2009
- 04/10/2009 a 10/10/2009
- 30/08/2009 a 05/09/2009
- 23/08/2009 a 29/08/2009



Visitantes: